Espiritualidade Eucarísitca

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Grito dos Excluídos

Irmãs de Jesus na Eucaristia das comunidades de Vitória, Vila Velha e Cariacíca participam do grito dos Excluídos em Vitória.  

Em nome do Pai de todos os Povos, Maíra de tudo, excelso Tupã. Em nome do Filho,Que a todos os homens nos faz ser irmãos. No sangue mesclado com todos os sangues. Em nome da Aliança da Libertação. Em nome da Luz de toda Cultura.Em nome do Amor que está em todo amor.Em nome da Terra Sem Males, perdida no lucro, ganhada na dor. Em nome da Morte vencida. Em nome da Vida,cantamos, Senhor".
Trecho estraído da "Missa da Terra sem Males" de Pedro Casaldáliga,bispo emérito da Prelazia do Araguaia (São Félix do Araguaia - MT)
É por amor!
Sim, é por amor à vida que cantamos. E, tantas vezes, choramos também. É por amor à vida, que estamos lutando e vamos andando lentamente. Para buscar a luz e a liberdade das manhãs de sol. É por amor à vida, Sim, é por amor à vida... que encaramos de frente essa imensa dor que se nos impõe... É por amor à vida que estamos nas ruas, nas praças, nas estradas... E gritando palavras de ordem, de uma nova ordem! Sim, é por amor, E por amor à vida que marchamos nas madrugadas de lua nova, levando nos braços a fúria das tempestades, pronto a resgatar a terra que nos tomaram(...) Sim, é por amor à vida que profundamente doloridos recolhemos em nossos braços, os que foram brutalmente feridos. E quando já não podemos devolver-lhes a respiração. Nós comungamos de seu sangue e os fazemos ressuscitar em milhares de vidas e sorrisos! É por amor à vida que escrevemos nas pedras, os poemas da esperança rebelde, que pichamos nos muros e nas portas as frases corajosas de um futuro novo, que dançamos nas festas de sábado, no batuque do carnaval de um povo livre! É por amor que nos abraçamos, que nos beijamos na esquina e já não tememos andar de braços dados seguindo a bandeira da paz e da ternura consequente! Sim, é por amor à vida que desesperadamente amamos.

Texto de Zé Vicente, poeta e músico - Fortaleza-CE

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Pátria e Cidadania

Estamos em plena “Semana da Pátria”. Iniciamos o mês da Bíblia com a reflexão sobre o lugar onde vivemos. O país faz parte de nossa própria tradição pessoal. O homem é obrigatoriamente ligado à terra, ao seu território. Mesmo agora, com toda globalização, experimentamos como a busca das raízes e das nacionalidades aumenta ainda mais.



A nação incorpora-se ao ser da dignidade da pessoa enquanto cidadão que é. A nação é o lugar privilegiado não só de suas características naturais como planícies, rios, montanhas e o solo, mas é, principalmente, onde nossos antepassados deixaram a sua marca, onde eles cresceram, onde eles construíram a sua história de vida, e que nós herdamos esses valores. Essa realidade nos impulsiona a amar a nossa pátria. Aqui também encontramos a preocupação com os migrantes e também o espírito cristão, que sabe que é sempre estrangeiro enquanto caminha para a pátria definitiva e, ao mesmo tempo, sabe que sente como sua pátria todos os lugares onde está. Porém, o amor às raízes e a nossa responsabilidade pelo bem comum, seja onde nascemos, seja onde fomos adotados, faz com que, mesmo não perdendo de vista a globalidade das preocupações humanas, tenhamos também o nosso trabalho na construção de um mundo mais justo e solidário.

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Padre Libânio fala sobre a teologia do discipulado e da missão no Congresso Vocacional


Teologia do discipulado e da missão. Este foi o tema da conferência de hoje, 5, no 3º Congresso Vocacional do Brasil, que acontece desde sexta-feira, 3, na Casa de Retiro Vila Kostka, em Itaci, município de Idaiatuba (SP). Muito aplaudido, o conferencista, padre João Batista Libânio, falou do seguimento de Jesus ao Pai e apontou a linguagem como grande desafio à evangelização.

“Seguimos Jesus que segue o Pai”, disse o teólogo. Segundo Libânio, Deus vai se revelando na realidade e Jesus faz esta experiência ao longo de sua vida pública. “O real é o grande lugar de Deus falar”, explicou. “Trata-se de encontrar Deus em todas as realidades. Não mais ‘amar a Deus sobre todas as coisas’, mas ‘em todas as coisas’”, acrescentou.

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