Espiritualidade Eucarísitca
terça-feira, 12 de abril de 2011
NÓS, IRMÃS DE JESUS...
Baseada em nosso Horizonte Inspirador, pensei em traçar umas linhas relativas ao gesto de alimentar a multidão faminta e desamparada.
Poderíamos iniciar nos perguntando: Quem são os famintos? Nossa Mãe Maria reza: Cobriu os famintos de bens e despediu os ricos sem nada.
Sabemos que não são, tão somente, os desprovidos de bens materiais os famintos, mas todo o ser humano que tem fome interior.
Querer compreender o outro, muitos querem, mas ter o desejo ardente de se colocar no lugar do outro e enxergá-lo como ele é e não como queremos que ele seja, é outra coisa.
Raramente se vê um pai dizendo ao filho, ou um mestre dizendo ao educando: “Lute para ser uma pessoa sociável e cativante, como um atleta numa maratona. Batalhe para ser feliz e tranqüilo, como o náufrago que procura uma ilha. Procure ser perspicaz, respeitar sua inteligência e ser fiel ao que você pensa, como o ofegante que procura ar”. São poucas pessoas que demonstram interesse, garra e sólida vontade de aprender e de ser. Estes não são famintos.
Os famintos de Maria são os inconformados com sua arrogância, ignorância, indelicadeza, instabilidade, impulsividade, passividade, dependência. São os que têm fome de nutrir seu espírito, sua inteligência e reescrever a sua história. São os inconformados com as injustiças, sofrimentos de todo tipo e procuram ansiosamente o alivio.
Ser faminto não é uma experiência casual, mas uma busca continua de suprimento.
A personalidade humana precisa ser bem alimentada, assim como o corpo precisa.
(Este texto é fruto de uma leitura do livro: Maria, a melhor educadora da história. Autor: Augusto Cury)
Ir. Maria de Lourdes
Belo Horizonte/MG
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