De acordo com o Mapa da Violência , apresentado em 2008, os jovens latino-americanos são os que mais sofrem com a violência. O Brasil e a Colômbia são os grandes focos. Comparado com os países da Europa, o índice de violência entre toda a população é 16 vezes maior.
Relacionando os dados entre os jovens, esta estatística sobe 31 vezes. O perfil da violência juvenil apresentada pelos meios de comunicação sempre foca na vítima que morre por assassinato e, este sendo referido como um “mau elemento”, que devia mesmo morrer e que já fora tarde.
Há poucos espaços de discussão que envolvem a sociedade civil e outras organizações num debate sobre a realidade e os desafios de “ser jovem” nos dias atuais. Os poucos espaços existentes não trazem os jovens como sujeitos de direitos e deveres, mas como culpados, como alvo de punição.
Recentemente, uma pesquisa realizada pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) em parceria com o Observatório de Favelas, apresentou uma estimativa da quantidade de adolescentes e jovens entre 15 e 19 anos que poderão ser mortos no período de 2006 a 2012.
O número é alarmante: cerca de 33.503 (trinta e três mil quinhentos e três). O homicídio é a causa de cerca 46% das mortes de adolescentes e jovens. Outro dado importante e que exige novos estudos e uma atenção especial é a migração da violência para cidades de médio porte.
É preciso, de uma vez por todas, pensar em ações que gerem oportunidades aos jovens, especialmente aos negros e mais pobres e excluídos da nossa sociedade.
Edgar Mansur
confira: http://www.juventudeemmarcha.org/index.php?option=com_content&view=article&id=76:perfil-da-violencia-contra-a-juventude-no-brasil-e-na-america-latina&catid=5:artigos-e-textos&Itemid=4

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