Espiritualidade Eucarísitca

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ministério do Serviço

Celebra-se na quinta-feira Santa a Instituição da Eucaristia; faz-se necessário descortinar o pano de fundo desta celebração – Lava-pés – atitude de despojamento e de entrega da vida do Mestre Jesus. A cena é belíssima: uma sala, banquete, convidados amigos e seguidores, vinho, pão, ervas amargas, cordeiro... Poderíamos despertar nossa imaginação e montar a cena da Última Ceia. Jesus, os apóstolos, algumas mulheres, todos à mesa. Ritual judaico que ganha um toque todo especial de intimidade, de revelação, de expressão máxima do amor. João coloca Jesus em um profundo diálogo com os seus, tornando-se confiante e íntimo. “Na última noite de sua vida, Ele dá-se efetivamente aos discípulos (...) manifesta-se verdadeiramente como ‘amigo’, na plenitude de sua humanidade, com a ternura e mansidão que só em Jeremias encontramos imagem adequada: ‘era como cordeiro manso levado ao matadouro’ (Jr 11, 19). É o Criador que se coloca aos pés de suas criaturas, pedindo-lhes a permissão de amá-las!” (Alochio, 1989)
Gestos e sinais que falam, que anunciam uma nova proposta de vida, de organização social, de vida comum. Jesus, o Mestre da Vida, se coloca em condições de servo, de escravo, despe suas vestes, coloca um avental, abaixa-se até os pés dos seus discípulos para lavar-lhes os pés. Diante da humanidade sofrida, desprovida de qualquer privilégio, Jesus nos convida a abrir mão de nossas vestes: arrogância, prepotência, auto-suficiência, consumismo, individualismo e colocar o avental do amor, da ternura, da mansidão, do testemunho de vida, da humildade, do perdão, da acolhida, do serviço, e lavar os pés dos nossos irmãos que gritam por vida e dignidade. Atitude difícil, desafiadora. Em uma sociedade que valoriza a competitividade, o individualismo, o poder, o prazer, o descartável, onde a pessoa é vista como coisa e vale pelo que é capaz de consumir, a atitude de Jesus pode ser vista como escândalo.
Cruz para nossa geração do descartável, do imediatismo é duro de mais. Vivemos em uma sociedade onde a velocidade da informação e o avanço tecnológico ditam o ritmo da vida e das mudanças sociais. Não dá para ficar de fora deste contexto, mas é possível, mesmo vivendo em um mundo controlado pelo toque de um dedo, dominado pelo virtual, encarnar a palavra de Jesus. O convite que Ele nos faz é de estar a serviço da Vida, em todas as suas dimensões. Podemos, sim, estar imersos no mundo da tecnologia, da velocidade da informação, mas usar todos esses instrumentos como espaço para gerar vida, valorizar a pessoa humana, divulgar o bem e o amor. Porque não fazer de nossas mídias sociais um espaço de anunciar a Boa Nova apresentada por Jesus? Porque não usarmos palavras que constroem a vida, que humanizam nosso mundo violento e sedento de paz?
Jesus, ao sentar-se à mesa como seus discípulos, nos ensina a assumir o amor incondicional, o amor-serviço. É um convite a olharmos com ternura e cuidado para nosso Planeta, casa de todos nós, e termos gestos de proteção para com os recursos naturais. Não basta usá-los, é preciso preservar, ter atitude de proteção para que as futuras gerações possam usufruir o bem maior que é a vida em plenitude.
A quita-feira Santa, “é o dia, por Excelência, da Irmã de Jesus na Eucaristia. Como nos diz o artigo 5º da Constituição: ‘A providência do Pai se faz amor compassivo em Jesus, que chega ao extremo do amor na entrega da sua vida – Corpo e Sangue – expressão máxima de serviço aos homens” (Fonseca, 2011). Este dia nos faz viver a atitude do serviço e do amor incondicional para com a vida humana e a vida do Planeta Terra. Precisamos aprender uma grande lição: “enquanto não tivermos compreendido o amor com o qual Deus nos ama, haverá sempre uma espécie de mal-estar porque se trata, em primeiro lugar, de recebê-lo aos nossos pés” (Alochio, 1998 b). Só quem faz a experiência de deixar lavar seus pés, é capaz de abaixar-se diante dos irmãos e irmãs mais necessitados para lavar-lhes os pés, é capaz de proteger o Planeta Terra. É capaz de usar a comunicação, os recursos naturais, os avanços tecnológicos a serviço da VIDA.

Irmã Josenira de S. Rodrigues
Pirapora/MG
irmajosy@gmail.com.br

Fonte: Bíblia Sagrada – evangelho de João 13, 1-15
Circulares a Caminho. Circ. 8, ano 2 de Irmã Ilda Maria Alochio, 1989, pág. 327 – 329.
Circular nº 06, ano 02 – 09 de abril de 2011, Irmã Ercy Baiense da Fonseca.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Encerramento da CF 2011

Os Alunos do Colégio Nossa Senhora do SS. Sacramento

Celebração da Páscoa na Obra Social Cristo Rei

Aconteceu na Obra Social Cristo Rei a celebração da “Ultima Ceia”.
Esta celebração foi encenada por crianças e adolescentes e estiveram presentes, nós Irmãs e todos os educadores da Obra Social.
Refletimos com as crianças a importância do serviço, do agradecimento e, sobretudo, da importância de “não querer ser o maior”, o mais forte, mas se “aquele que serve”.
Para eles, que ainda são muito pequenos, mas grandes no entendimento, perceberam cada gesto que estava acontecendo tinha grande significado:
A discussão_ mostrava que tem gente que se acha mais e melhor que os outros.
O lava-pés- que Jesus é a água pura que nos limpa e também que devemos servir e amar a todos, ensinando a fazer o bem e entender a Palavra de Deus.
A bênção do Pão_ que sempre devemos agradecer todos os alimentos, mesmo os mais simples, porque è Deus quem nos dá. E, Jesus é o nosso Alimento. O nosso pão de cada dia.
O vinho-Sangue de Jesus. Nós devemos dar a vida pelos irmãos, ajudar a todos.
A partilha_ O pão tem que dá para todos (Luiz 5 anos).
Assim, eles mesmos foram falando, de acordo com suas idades o que achavam da “Ultima Santa Ceia” de Jesus com os discípulos.
Encerramos, pedindo a Jesus que nos ajude a amar sempre os irmãos e ajudar a todos que precisarem de nós, na família, na rua, na escola, na obra Social.
contribuição - Irmã Marisa Teresinha - Cariacica/ES